carta do Gestor - Outubro 20

Outubro 2020

CARTA DO GESTOR

CENÁRIOS E PERSPECTIVAS

1. Conjuntura Econômica

Macroeconomia

A projeção para o crescimento do PIB em 2020 subiu de -5,02% para -4,81%, segundo o boletim Focus de 30/10/2020. A melhora na projeção continua tendo como base as reaberturas do comércio e a divulgação de indicadores econômicos positivos. Para o ano de 2021, a projeção de crescimento de caiu de 3,50% para um crescimento de 3,34%, ajustando à redução da queda em 2020. Para 2022 e 2023, as expectativas do mercado se  mantiveram constantes, com crescimento de 2,50%.

 

Segundo o IBGE, em setembro de 2020, a produção industrial cresceu 2,6% frente a agosto de 2020, mostrando uma pequena desaceleração comparado ao mês de agosto (+3,2%). Esta é a quinta alta mensal seguida, eliminando boa parte das perdas de 27,1% acumuladas em março e abril, quando a indústria brasileira registrou o patamar mais baixo devido ao distanciamento social adotado para controle da pandemia. No ano, a produção industrial acumula queda de 7,2%, e no acumulado dos últimos 12 meses apresentou queda de 5,5%.

 

A balança comercial registrou um superávit comercial de US$ 5,47 bilhões em outubro, segundo números divulgados pelo Ministério da Economia, aumento de 136,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado do mês foi puxado novamente pela forte queda nas importações, que ficaram em US$ 12,38 bilhões, uma queda de 20,0% em comparação a outubro de 2019. As exportações totalizaram US$ 17,85 bilhões, aumento de 0,3% em relação a 2019. Os destaques ficaram com as indústrias extrativa e de transformação, com altas de 7,2% e 4,7% respectivamente. No acumulado de 2020, o saldo da balança é positivo em US$ 47,66 bilhões.

No mês de outubro, o dólar fechou o mês em $5,75, apresentando alta de 2,32% em relação ao fechamento de setembro. Para o fechamento de 2020, a expectativa do mercado para o câmbio, teve um ajuste para cima, de R$5,25 para R$5,45.                                                                  

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede inflação oficial do país, registrou inflação de 0,86% em outubro, após uma inflação de 0,64% um mês antes, segundo os dados divulgados pelo IBGE. O índice acumula no ano alta de 2,22% e, nos últimos 12 meses, de 3,92%. A maior variação e o maior impacto no índice do mês vieram do grupo Alimentação e bebidas, que teve alta de 1,93% em outubro, contra 2,28% em setembro, mostrando uma leve desaceleração. A mediana das projeções dos economistas do mercado para o IPCA no fim deste ano aumentou de 2,12% para 3,02%, segundo o Focus (30/10). Para 2021, o valor projetado aumentou de 3,00% para 3,11%.

Na reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central do Brasil, ocorrida nos dias 27 e 28 de outubro, foi decidido, por unanimidade, a manutenção novamente da taxa básica de juros em 2,00% ao ano. “O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante, que inclui os anos-calendário de 2021 e 2022.”, comunicou o Banco Central.

Bolsa de Valores

 

O Ibovespa, em outubro, teve uma queda de 0,69%. No acumulado desde o início do ano, o índice performa em queda de 18,76%. O índice encerrou o mês com 93.952 pontos.

2. Estratégias

Renda Fixa

 

Dado o momento de incertezas, continuamos com a disciplina de manter o risco de crédito privado reduzido, alocando prioritariamente em títulos públicos e em emissões bancárias com garantia do FGC.

 

Renda Variável

Do lado da renda variável, a carteira permanece composta por empresas que registram lucros recorrentes e estrutura de capital sólida. Vale o reforço que as empresas listadas na bolsa brasileira encontram-se descontadas, o que indica uma boa janela de oportunidade. A filosofia de prestigiar os setores econômicos essenciais, mais resilientes à crise, permanece. Cabe esclarecer que na ótica de longo prazo o preço de mercado das empresas listadas acompanha a evolução dos lucros, o que justifica mantermos o foco em companhias bem administradas e alto desempenho e, ao mesmo tempo, que apresentem importante “upside”.

 

Atenciosamente,

Renan S. Silva Jr 

 

Gestor, CGA

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